Relações de Consumo

O caminho que o alimento percorre para chegar até cada pessoa – esteja ela sentada à mesa de um restaurante, da sua casa ou de um refeitório escolar – é uma história que pode ser contada de várias maneiras e que envolve uma diversidade de atores cumprindo diferentes papéis, como o plantio, a colheita, a distribuição, o processamento, o transporte e, finalmente, a comercialização.

Desde feiras do produtor, em que se compra o alimento diretamente de quem o cultivou, até as grandes redes varejistas, passando por mercados de economia solidária, compras públicas para alimentação escolar, serviços de assinatura de cestas ou consumo de alimentos processados, são muitas as possíveis configurações da cadeia de alimentos para atender a cada um desses canais.

A forma como se dão as relações de consumo, portanto, é determinante no desempenho do papel que terá cada um dos elos da cadeia. A valorização da agricultura familiar, nesse contexto, depende fortemente de políticas, processos e práticas que levem em consideração suas especificidades e reconheçam sua importância como produtora de grande parte dos alimentos que consumimos, garantindo a continuidade de sua atividade.

Nesse sentido, empresas e governos têm papel fundamental na constituição de relações de consumo que favoreçam a inclusão da agricultura familiar. Nem sempre, no entanto, essa atuação encontra referências que indiquem caminhos e apoiem a tomada de decisão.

No caso das empresas, em especial as redes varejistas e a indústria de alimentos, a quem essas diretrizes pretendem apoiar, existem oportunidades tanto no âmbito da gestão de lojas e operações, quanto da governança da cadeia, da atuação setorial e da comunicação. São ações que, ao promover a inclusão da agricultura familiar, garantem também seu abastecimento com produtos frescos e saudáveis, podendo colocar a empresa em papel de vanguarda na transição necessária para uma cadeia de alimentos mais sustentável.

As esferas governamentais, por sua vez, tanto na concepção quanto na implementação de políticas públicas, criação de marcos regulatórios, fiscalização, entre outras de suas funções, podem encontrar caminhos de atuação que busquem promover uma cadeia mais inclusiva, seja no âmbito municipal, estadual ou federal.

Durante o ano de 2018, os membros do Grupo de Trabalho em Relações de Consumo do Bota na Mesa, por meio das rodas de conversa, visitas a campo e da chamada de casos, debruçaram-se sobre os desafios da cadeia de alimentos para pensar em diretrizes públicas e empresariais para a inclusão da agricultura familiar neste tema.

Diretrizes

Consideramos que os aspectos abaixo são essenciais para a cadeia de alimentos. Clique para conhecer as ações propostas para empresas e governos.

Acesso a alimento saudável para toda a população
Relações transparentes e disponibilidade de informações

Valorização das especificidades da agricultura familiar

Discussões em Grupo

1) Ampliando entendimento sobre o cenário  (08/março/2018) – clique AQUI

2) Aprofundamento das discussões e levantamento de ações (19/abril/2018) – clique AQUI

3) Dia de campo (14/junho/2018) – clique AQUI

4) Prototipando as diretrizes (13/setembro/2018) – clique AQUI