Juventude na Agricultura:
Protagonismo na inovação e na conservação ambiental

Ao usufruir de dados e informações para a tomada de decisão na produção agrícola, o potencial de geração de renda aumenta e a qualidade do trabalho na execução das atividades diárias também. Sob a premissa de que a juventude é uma janela para o “novo”, as diretrizes a seguir buscam incentivar que empresas e governos criem condições favoráveis para a conexão entre jovens, sustentabilidade e tecnologias. Elas sinalizam também o papel de articulação que cabe aos atores públicos e privados, a fim de conectar a juventude a práticas de produção responsáveis.

Disseminar inovações e boas práticas entre os jovens agricultores

Mapear e reconhecer regionalmente propriedades agrícolas ‘modelo’, para demonstração de inovações sociais, tecnologias e sistemas de gestão e comercialização.

Disseminar entre os jovens agricultores tecnologias sociais que contribuam para o bem-estar no desenvolvimento de suas atividades, por meio de encontros de troca de saberes, concursos regionais com premiação, etc.

Fomentar a cooperação entre a academia (cursos de agronomia, engenharia, administração, veterinária, etc) e jovens agricultores e realizar projetos-piloto nas propriedades (ex: implantação de sistema de irrigação, ferramentas para gestão da propriedade, energia solar, bem-estar animal, etc).

Articular com universidades públicas locais a realização de projetos de pesquisa e extensão alinhados com as vocações territoriais.

Promover viagens com grupo de jovens lideranças regionais a fim de (i) conhecer propriedades ‘modelo’, (ii) participar de feiras de tecnologias do setor e (iii) dialogar gestores públicos e com representantes de mercados.

Promover o papel dos jovens na conservação ambiental de áreas rurais

Incluir a agroecologia no currículo das escolas em territórios rurais e associar o conhecimento teórico a atividades práticas.

Criar programas de intercâmbios para jovens agricultores em propriedades modelo.

Incentivar a transição orgânica e agroecológica, conectando os jovens às tendências de consumo. (ex: editais de compras públicas, cursos, formações e assistência técnica especializada em campo).

Fortalecer a certificação orgânica por meio de sistemas participativos (Ex: OCS e OPAC).

Dar visibilidade aos fornecedores que adotam práticas de conservação ambiental em suas propriedades (ex: premiações, comunicação a consumidores, dias de campo com colaboradores).

Incluir em sua linha de produtos alimentos orgânicos e agroecológicos, comunincando o envolvimento da juventude rural em sua produção (quando houver).

O Balde Cheio é uma metodologia realizada pela Embrapa e tem como objetivo a transferência de tecnologias para produtores da cadeia do leite. O principal objetivo é capacitar profissionais da assistência técnica, extensão rural e pecuaristas em técnicas, práticas e processos agrícolas, zootécnicos, gerenciais e ambientais. As tecnologias são adaptadas regionalmente em propriedades que se transformam em salas de aula.

Concurso Inventor Rural é realizado na Feira da Agricultura Familiar em 2015, por iniciativa da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Estado de São Paulo – FETAESP.

O Núcleo de Inovação Tecnológica para a Agricultura Familiar, em Santa Catarina, tem como objetivo articular ações para o desenvolvimento, a oferta e a adoção de tecnologias sustentáveis voltadas para a melhoria da competitividade das atividades da agricultura familiar.

O Serta, Serviço de Tecnologia Alternativa, é uma escola que oferece Ensino Técnico de Formação Profissional em Agroecologia. Durante os 18 meses do programa, os educandos ficam por uma semana na unidade de ensino e três semanas em suas propriedades, para que apliquem os conhecimentos aprendidos, sob orientação dos professores.

A Rede de Agroecologia Povos da Mata é um organismo participativo de avaliação de conformidade (OPAC), tendo, portanto, a responsabilidade de realizar os processos necessários para a emissão de certificação orgânica de forma participativa. Quem garante a procedência dos alimentos são todos os participantes que estão envolvidos no processo de controle social, a certificação participativa: técnicos, agricultores e consumidores co-produtores.