Quintais agroflorestais

Organização proponente: Associação das Mulheres Produtoras de Polpa de Frutas (AMPPF)

O que é

A visão de que qualquer transformação de uma realidade começa no próprio quintal e envolve toda a família em um trabalho conjunto foi a principal motivação das mulheres de São Felix do Xingu para a criação da Associação das Mulheres Produtoras de Polpa de Frutas (AMPPF).

O projeto, chamado de “Quintais Agroflorestais: berço de sonhos e de conquistas” faz jus ao próprio nome. A união para o processamento e a comercialização de polpas de cupuaçu, acerola, cajá, açaí, cacau, graviola e outras frutas nativas foi o que promoveu o protagonismo das mais de 15 mulheres que compõem o grupo. Antes do projeto, cada integrante já produzia suas próprias polpas para a venda no comércio local, mas frequentemente encontravam dificuldades em função da falta de qualidade e adequação a aspectos sanitários. Juntas, elas conseguiram recursos para a implantação de uma pequena unidade de processamento, que fica no terreno de uma das associadas.

A partir de então, passaram a comercializar para a prefeitura municipal por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e também a abrir novas frentes de atuação, com a produção de óleos.

O trabalho da Associação na implementação e gestão de uma pequena unidade de processamento teve o apoio do Imaflora, uma organização não governamental, no âmbito do projeto Florestas de Valor.

Destaques

O município de São Felix do Xingu se destaca por apresentar um dos maiores índices de desmatamento da Amazônia Legal e por abrigar o maior rebanho bovino do país, com mais de 2,2 milhões de cabeças de gado (IBGE, 2017). Nesse contexto, o trabalho empenhado pelas associadas da AMPPF se destaca como uma importante referência para os agricultores familiares da região.

A partir da implantação e consolidação de sistemas agroflorestais, o projeto promoveu a utilização de práticas produtivas sustentáveis e contribuiu para a recuperação de nascentes e áreas degradadas.

Outro resultado foi a diversificação produtiva dentro dos quintais, que não só aumentou a produtividade e a renda, como também ampliou o consumo de alimentos indispensáveis para a segurança alimentar e nutricional das próprias famílias.

Vale mencionar, ainda, que o trabalho da Associação estabeleceu uma ponte importante com a Casa Familiar Rural de São Felix do Xingu. Na escola será implementado o banco de sementes agroecológicas da Associação. Um verdadeiro laboratório pedagógico para os jovens, responsáveis pela manutenção e registro de dados.

Contato: Elizangela Barros da Silva – amppfmulheres@gmail.com