Mudança do Clima

Dentre diversos cenários climáticos já previstos para diferentes regiões do Brasil e do mundo, é possível identificar um consenso na comunidade científica: eventos extremos serão mais frequentes e intensos (IPCC, 2018). Isso significa, por exemplo, que em algumas regiões haverá fortes chuvas concentradas em poucos dias, períodos longos de seca e temperaturas mais altas.

Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, essa nova realidade traz riscos alarmantes para a cadeia de agricultura e alimentação, com destaque para a interrupção da cadeia de abastecimento e a volatilidade nos preços dos alimentos (FAO, 2016). Essas, além de serem questões de interesse público, por afetarem o desenvolvimento econômico e social de diversas famílias, também se configuram como fontes de risco para a viabilidade das empresas do setor.

Neste contexto, os agricultores familiares se destacam tanto por sua alta vulnerabilidade, em função principalmente das fragilidades socioeconômicas e do baixo acesso a recursos e a tecnologias capazes de torná-los mais resilientes, quanto pelo seu potencial de promover uma agricultura de baixo carbono, mitigando os efeitos da mudança do clima (ASSAD et al, 2013).  Por isso, e tendo em vista seu papel fundamental para a produção de alimentos, os pequenos produtores precisarão de mais suporte para se adaptar às mudanças do clima e promover uma agricultura mais sustentável.

Para fortalecê-los e torná-los mais resilientes, seria necessário um esforço sistemático de empresas e governos, seja compartilhando responsabilidades, seja criando políticas de curto, médio e longo prazo.

No caso das empresas, com destaque para as redes varejistas e as indústrias de alimentos, as diretrizes apontam estratégias para fortalecer a cadeia de valor, compartilhando a responsabilidade pela adoção de sistemas de baixa emissão de carbono com os agricultores e fornecedores.

Já em relação aos governos, especialmente no contexto subnacional, as diretrizes dialogam com as principais políticas públicas existentes no assunto, e apontam para práticas de curto e médio prazo que promovam a articulação dos atores da cadeia, o investimento em projetos piloto, o fortalecimento do serviço de assistência técnica e extensão rural, e modelos de usos do solo aliados a conservação da biodiversidade e dos recursos naturais.

Como resultado, as diretrizes elaboradas apontam caminhos para promover a adaptação dos agricultores familiares à mudança do clima e a capacidade de implementar sistemas produtivos de baixa emissão de gases do efeito estufa, gerando valor efetivo para as famílias e para os ecossistemas.

Diretrizes

Clique para conhecer as ações propostas para empresas e governos.

INFORMAÇÃO E CONHECIMENTO SOBRE MUDANÇA DO CLIMA E SEUS IMPACTOS NA CADEIA DE ALIMENTOS

PRÁTICAS PRODUTIVAS DE BAIXA EMISSÃO DE GASES DO EFEITO ESTUFA

REDES DE AÇÃO COLETIVA PARA ADAPTAÇÃO DOS SISTEMAS ALIMENTARES

DISCUSSÕES EM GRUPO

1) Grupos de trabalho sobre Transição Agroecológica e Mudança do Clima se reúnem para validar versão preliminar das diretrizes (30/10/2019) – Clique aqui

2) 2º encontro do grupo de trabalho Mudança do Clima (22/05/2019) – Clique aqui

3) 1º encontro do grupo de trabalho Mudança do Clima (17/04/2019) – Clique aqui