Juventude na Agricultura:
Atração de jovens ao campo e sucessão rural

Uma vida rural dinâmica cria um horizonte de possibilidades, não apenas para os jovens filhos de agricultores, como também para jovens urbanos que enxergam no campo um estilo de vida possível para a realização de seus projetos de vida. Sob essa perspectiva, as diretrizes a seguir apontam para a disseminação da educação no campo e para o resgate de espaços de cultura, esporte e lazer. Fomentam também a presença de jovens em grupos produtivos (cooperativas, associações) e fóruns públicos (conselhos municipais), a fim de que eles participem ativamente de processos decisórios, dando voz às suas demandas.

Fortalecer a educação no campo

Promover o princípio pedagógico da alternância, investindo recursos em escolas familiares agrícolas, casas familiares rurais, centros de formação por alternância e outras iniciativas educacionais adaptadas ao campo.

Incluir no projeto pedagógico atividades que conectem a escola à comunidade, priorizando o engajamento de pais e familiares no processo educativo (ex: trabalhos em grupo para a construção de censos comunitários e diagnósticos agrícolas; assembléias, eventos, dias de campo nos quais a família toda participe).

Aproximar escola e comunidade na construção do projeto pedagógico, para que os tempos e os espaços se organizem a partir das necessidades dos estudantes e do território.

Ampliar o Ensino Médio e a Educação Profissional em territórios rurais, conforme ações do Plano Nacional de Sucessão e Juventude Rural.

Reconhecer e promover, em âmbito federal e estadual, escolas inovadoras e projetos educacionais exitosos no campo, disseminando os resultados para criar referências possíveis de replicação.

Promover o princípio pedagógico da alternância, investindo recursos em escolas familiares agrícolas, casas familiares rurais, centros de formação por alternância e outras iniciativas educacionais adaptadas ao campo.

Realizar cursos destinados aos agricultores jovens nos temas de empreendedorismo e gestão da propriedade, em parceria com sindicatos, prefeituras, Sebrae e Senar e/ou outras organizações locais.

Aproximar escola e comunidade na construção do projeto pedagógico, para que os tempos e os espaços se organizem a partir das necessidades dos estudantes e do território.

Resgatar espaços de socialização em territórios rurais

Fomentar a participação de jovens em modalidades esportivas (ex: futebol, volei, skate, ciclismo, escaladas) destinando recursos para a construção e manutenção de infraestrutura para o esporte.

Fortalecer a agenda cultural em territórios rurais. (ex: edital de incentivo à cultura do Estado de São Paulo – ProacSP; sessões de cinema itinerantes, apresentações de teatro).

Criar linhas de transporte intermunicipal – rural.

Fomentar a participação de jovens em modalidades esportivas (ex: futebol, volei, skate, ciclismo, escaladas) destinando recursos para a construção de infraestrutura para o esporte.

Patrocinar atividades culturais e a realização de feiras, festas e festivais em territórios rurais, em parceria com órgãos públicos locais (Cati, Emater, Secretarias Municipais, etc).

Garantir a participação de jovens e mulheres em espaços de decisão

Criar ou aprimorar espaços públicos que permitam uma rotina de interlocução da juventude com o poder público, garantindo a participação de mulheres e jovens agricultores (ex. assembléias, conselhos, comitês ou correlatos).

Incentivar a livre organização da juventude e das mulheres da agricultura familiar, especialmente para fins produtivos, como associações e cooperativas.

Buscar ativamente jovens e mulheres para integrar o grupo de fornecedores.

Nº 1.a

O Programa Aprendiz Cooperativo no Campo consiste em duas semanas de aulas teóricas, realizadas nos centros de treinamento, e duas semanas de aulas práticas, realizadas nas cooperativas que contrataram os aprendizes ou nas propriedades dos próprios educandos.

Nº 1.b

O Serta, Serviço de Tecnologia Alternativa, é uma escola que oferece Ensino Técnico de Formação Profissional em Agroecologia. Durante os 18 meses do programa, os educandos ficam por uma semana na unidade de ensino e três semanas em suas propriedades, para que apliquem os conhecimentos aprendidos, sob orientação dos professores.

No Programa Aprendiz Cooperativo do Campo os familiares participam de seminários que abordam formas de sucessão familiar. Além disso, ao longo do programa, diversas atividades estimulam os alunos a conhecer a história da propriedade e da família e se conectar à comunidade local por meio de censos e diagnósticos.

O Pronatec é uma política do Ministério da Educação para ampliar o acesso à educação profissional e tecnológica por meio de ações de assistência técnica e financeira. Por meio da interface com este programa, o Pronacampo promove cursos voltados à população do campo. A demanda era realizada pelo antigo Ministério de Desenvolvimento Agrário, e institutos federais, escolas vinculadas à universidades federais, CEFET e redes estaduais eram instituições ofertantes.

O programa Escolas Transformadoras é uma rede global presente no Brasil desde 2015, liderada pela Ashoka e pelo Instituto Alana. Tem como objetivo identificar escolas referências no desenvolvimento integral de crianças e jovens e criar uma comunidade para ampliar a demanda social por um novo tipo de educação.

O Novos Rurais é um projeto gerido pelo Instituto Souza Cruz e tem como objetivo agir sobre a evasão da juventude do campo, fomentando o empreendedorismo local. O projeto é composto por uma fase de (i) formação, com conteúdos complementares aos do Ensino Médio, e noções básicas para a gestão de projetos rurais sustentáveis, com foco na diversificação; e uma fase de (ii) construção de unidades demonstrativas.

Nº 6.a

Cem municípios em parceria com o Senar-SP realizaram o Programa Ciranda de Esporte e Lazer Rural.

Nº 6.b

Prefeitura de Sertãozinho constrói mini quadra de futebol na área rural do município.

Senar-MT e Sindicatos rurais realizam o Cine Senar em 14 municípios do Estado de Mato Grosso.

Conselho Estadual da Juventude (CEJUVE-MG) é reativado em 2017 e participa do processo pioneiro de elaboração do Plano Estadual de Juventude e Sucessão Rural.

O caso “Quintais Agroflorestais: berço de sonhos e conquistas” é uma das linhas de atuação da Associação de Mulheres Produtoras de Polpas de Frutas, a única associação produtiva de mulheres no município de São Felix do Xingu. A Associação estabeleceu uma parceria com a Casa Familiar Rural do município, e irá criar, na escola, seu banco de sementes agroecológicas. Os alunos, filhos e filhas de agricultores familiares da região, estão envolvidos no trabalho para a estruturação e manutenção do banco, que servirá de laboratório pedagógico para esses jovens.