Relações de Consumo:
Acesso a alimento saudável para toda a população

Por uma série de questões socioeconômicas, de infraestrutura e de hábitos alimentares, muitas das pessoas no Brasil não têm acesso a alimentos frescos e saudáveis: seja porque são caros, porque em sua região de moradia não estão disponíveis para compra ou porque não se tem informação necessária sobre a importância de consumi-los. Por esses e outros motivos, grande parte da população deixa de incorporar frutas, legumes e verduras em suas dietas. Como consequência disso, a demanda por esse tipo de alimento fica aquém do potencial produtivo e os estímulos para fomentar uma oferta qualificada tornam-se limitados.

Essa realidade tem impacto direto na vida do agricultor familiar, que se depara com um mercado restrito para seus produtos.

Promover Hábitos Alimentares Saudáveis

Incluir atividades de educação alimentar dentre as atividades obrigatórias do ensino fundamental, permeando diferentes matérias em diversos níveis, com base no Guia Alimentar da População Brasileira

Realizar campanhas de conscientização para a população, levando em conta o Guia Alimentar da População Brasileira (quando consumir o que, locais de produção etc.)

Divulgar produtos da sociobiodiversidade brasileira, com dicas de como consumi-los

Realizar campanhas de conscientização para consumidores, levando em conta o Guia Alimentar da População Brasileira (quando consumir o que, locais de produção etc.).

Promover ações educacionais que aproximem consumidores da origem dos alimentos e do processo produtivo, como premiações ou viagens que levam a passar um dia num local de produção.

Comercializar produtos da sociobiodiversidade brasileira, com dicas de como consumi-los.

Favorecer acesso a alimentos frescos e saudáveis

Fomentar pontos de venda (em feiras livres, parques, etc) com maior dinamismo, diversidade de horários, locais e tamanhos (ex.: pontos de venda em terminais de transporte público)

Criar incentivos fiscais para mercados que favoreçam o acesso a alimentação saudável a populações vulneráveis

Fomentar a incorporação de alimentos orgânicos na alimentação escolar

Colocar produtos frescos e/ou com baixo teor de açúcar, sódio e gordura em locais mais privilegiados das lojas

Promover dias de feira com preços diferenciados para frutas, legumes e verduras, sem repassar o desconto para o produtor

A campanha “Brasil Saudável e Sustentável” foi lançada em 2016 para promover a alimentação de qualidade. Após o Brasil ter saído do mapa mundial da fome, em 2014, a campanha buscou promover o acesso à informação, sensibilizando o consumidor, o mercado privado e o agricultor

Nº 2.a

A expedição Farm to Table SP tem como objetivo incentivar o consumo de orgânicos por meio da aproximação de consumidores e produtores rurais. Cada expedição consiste em uma visita guiada para uma propriedade agrícola, com a apresentação de conceitos de sobre educação ambiental e produção sustentável.

Nº 2.b

A Rede de Agroecologia Povos da Mata, primeiro Organismo Participativo de Avaliação da Conformidade (OPAC) da Bahia, é uma tecnologia social de fortalecimento de circuitos curtos de comercialização. Os mercados são desenvolvidos em parceria com os consumidores, que são chamados de coprodutores, e consistem em feiras agroecológicas e entregas de cestas orgânicas.

O projeto Ora-pro-nóbis tem como objetivo desenvolver a cadeia produtiva do ora-pro-nóbis, gerando renda para os agricultores por meio da diversificação produtiva. Além disso, fornece para os consumidores um superalimento com inúmeros benefícios à saúde, com receitas sobre como consumi-los no dia a dia.

Nº 4.a

A Feira Ecológica Menino Deus é sediada no Pátio da Secretaria Estadual da Agricultura de Porto Alegre. Dentre os principais facilitadores estão o local com estacionamento e o galpão coberto. A feira acontece duas vezes na semana, quartas-feiras, das 13h às 19h e aos sábados, das 07h30 às 13h.

Nº 4.b

Em Mogi das Cruzes – SP, a feira noturna é sediada na Secretaria Municipal de Agricultura. Em galpão coberto, a feira ocorre às quintas-feiras, das 16h às 21h.

Em 2016, no município de São Paulo, foi regulamentada a lei que insere alimentos orgânicos nas escolas municipais (Lei 16.140/2016).